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MADAGASCAR | BIODIVERSIDADE E TRADIÇÃO

15 out 2018 | Por João Marcos Rosa

Nossa chegada em Antananarivo deixou o grupo inquieto enquanto nos deslocávamos para o hotel. A capital de Madagascar tem um centro urbano interessante, mas foram os arrozais e olarias no caminho que despertaram a vontade dos viajantes de descerem do carro e já começar a fotografar. Com o check-in concluído, fizemos nossa primeira reunião para dar início à nossa jornada pela terra dos lêmures.

Na manhã seguinte saímos rumo às florestas tropicais do leste do país. No caminho pudemos fotografar de perto diversas espécies de camaleões. Cores e formas desafiavam o grupo, que buscava detalhes com lentes macro para registar de perto a beleza desses répteis. O clima árido de Tana (como é chamada carinhosamente a capital) foi dando lugar à umidade da região de Andasibe, nosso destino pelos próximos dias. Ali tivemos um dos encontros mais emocionantes dessa viagem, quando ficamos cara a cara com um casal de Indris, os maiores lêmures de Madagascar. Foram minutos em que estivemos totalmente em transe, em comunhão com criaturas tão incríveis.

Seguimos rumo ao oeste da ilha e a cada povoado que cruzávamos, podíamos perceber as mudanças da arquitetura e da fisionomia das pessoas. Saímos da região onde a influência da Indonésia era maior e seguíamos para o Canal de Moçambique, onde a genética africana era mais presente. Os campo de arroz e as olarias nos propiciaram a produção de lindas imagens e ficamos ainda mais encantados pelo povo malgaxe. Terminamos o dia nas praias de Morondava, que nos mostrou uma nova face da gente de Madagascar. As tradicionais embarcações voltando de mais um dia de pesca ficaram emolduradas pelo pôr do sol, nos brindando uma cena maravilhosa.

No dia seguinte, o momento mais esperado da expedição. O amanhecer na Alameda dos Baobás nos emocionou e as imagens produzidas refletiram o encanto diante de uma das paisagens naturais mais belas do planeta.

Da Alameda seguimos para a cidade de Bekopaka. Um dia inteiro de deslocamento, cruzando rios e vendo a transformação da paisagem. Nosso destino era o Parque Nacional dos Tsingys de Bemaraha, local que abriga a enorme floresta de pedras calcárias moldadas pela ação do vento em milhões de anos. A caminhada pelas pedras afiadas dos tsingys é desafiadora, mas a vista de cima ao alcançarmos o cume da trilha compensou todo o esforço.

Nossa última parada foi a Reserva de Kirindy. Ali tivemos um contato intenso com a fauna de Madagáscar: fossas, lêmures sifaka de Verreaux e diversas aves enfeitaram as trilhas e o som dos disparos das câmeras reinou naquela manhã.

Duas noites de fotografia noturna, tendo os baobás como nosso foco, fecharam nossa expedição com chave de ouro. Era clara a vibração do grupo diante de uma cena tão maravilhosa. Foram dias de encanto e grandes encontros nessa ilha que nos recebeu de braços abertos.

 

João Marcos Rosa

Autor:

João Marcos Rosa

João Marcos Rosa é um fotógrafo brasileiro apaixonado pela cultura e vida selvagem. Jornalista por formação, é um dos sócios fundadores da Nitro Imagens e tem especial talento para contar histórias visuais ligadas à biodiversidade e à conservação ambiental.

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