Tanzânia | A Caravana Selvagem

14 NOV - 23 NOV 2019


INSCRIÇÕES ABERTAS

Rumo ao palco da maior migração de grandes animais do planeta

Recanto da Terra que concentra mais animais de grande porte ao alcance da vista que qualquer outro lugar do globo, a África Oriental se tornou o destino clássico para safáris no imaginário dos viajantes. Desde que assistimos ao desenho O Rei Leão, aquele cenário solar das savanas em vários tons de dourado semeia nosso desejo de imersão no caldeirão natural e cultural africano. E basta adentrar o Parque Nacional Serengeti, coração turístico da Tanzânia, para a memória afetiva ser ativada: chegamos à aventura dos nossos sonhos.

A experiência começa no desembarque em Arusha, QG no norte do país de onde parte a maioria dos veículos 4×4 tripulados por observadores da natureza do mundo todo vestidos de roupas caque. A partir dali, o seleto grupo da One Lapse começa uma jornada focada: partir em busca dos animais, ecossistemas e pessoas que vão gerar vivências marcantes a serem registradas por olhares curiosos – e sob a mentoria e a inspiração de um dos mais respeitados fotógrafos de vida selvagem do Brasil: João Marcos Rosa, que há 20 anos registra a história natural em livros e revistas como National Geographic. “Cada viagem traz novas oportunidades de registrar os momentos lindos que vivemos na natureza”, diz.

O calor e as estradas pouco habitadas logo no início da rota ao Serengeti dão o tom da vida como ela é nesta parte do continente onde quem manda são os bichos. Eles começam a se mostrar aos poucos nos dois pequenos parques nacionais do caminho. O Tarangire tem uma das maiores populações de elefantes do país, além de imponentes baobás – aquela árvore famosa de outra história infantil, O Pequeno Príncipe. Já o Lago Manyara, o éden para quem ama aves, anuncia que estamos em um ícone da geologia mundial: o Vale do Rift, fenda que corta 6 mil quilômetros da África e que cria abismos que enchem a região de beleza.

A fartura de espécies da fauna da Tanzânia impressiona em geografias distintas mas igualmente impressionantes. Com o sonoro nome de Ngorongoro, a cratera de um vulcão extinto é um buraco circular de 600 metros de profundidade habitado por mais de 20 mil animais. É quase uma arca de Noé onde a cadeia alimentar se sucede harmoniosamente. Dizem que, antes da erupção, o Ngorongoro tinha o tamanho do Kilimanjaro, maior montanha do continente, com 5.895 metros, e que fica ali pertinho. Atualmente, naquele fosso gigantesco, búfalos, leopardos e girafas, entre outros, dão sopa para as lentes dos visitantes.

Na região do entorno daquele complexo onde caberia a cidade de Recife inteira residem algumas comunidades Maasai, um dos mais originalmente paramentados povos da África. Negros esguios vestidos com trajes vermelhos – segundo eles, para afugentar os leões –, os maasais usam colares de miçangas coloridas em forma de disco e habitam choupanas feitas com esterco de vaca. Ainda que tenham se acostumado ao turismo, vendendo artesanato e apresentando os cantos de suas cerimônias, eles rendem imagens incríveis.

É quando o jipe adentra o Serengeti, no entanto, que os cliques das câmeras do grupo mais disparam. Praticamente não se passa 10 minutos no parque-símbolo da Tanzânia sem espreitar uma das dezenas de espécies terrestres que ali habitam, como búfalos, elefantes, leões e hipopótamos – ou quem sabe uma hiena ou um guepardo rondando o banquete do dia, que pode ser uma gazela ou uma zebra? Por rádio, os motoristas-guias garantem que os colegas não percam a oportunidade de levar seu grupo a mirantes e ângulos especiais. Quem tem o privilégio de fazer o passeio opcional de balão vê toda essa fartura de camarote – e sob a luz dos primeiros minutos do dia.

O clímax de qualquer experiência no Serengeti, porém, é mesmo a migração dos gnus, um tipo de antílope que parece meio boi, meio cavalo. Estima-se que 1,5 milhão de gnus protagonizem o espetáculo da migração em massa em fila indiana desde as planícies secas do Serengeti, em junho e julho, até o bom pasto e as reservas de água do Quênia – de onde retornam entre outubro e novembro. Curiosamente, cerca de 200 mil zebras acompanham a travessia, assim como 300 mil antílopes. Em grupo, os integrantes da caravana se ajudam para evitar o ataque de predadores, como as hienas e os crocodilos. A grande migração emociona profundamente quem tem a boa sorte de flagrá-la – e constatar ao vivo quão pulsante e visceral é a vida nas savanas dos melhores safáris da Terra.

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CONFIRA OS VALORES E CONDIÇÕES

João Marcos Rosa

National Geographic

João Marcos Rosa é um fotógrafo brasileiro apaixonado pela cultura e vida selvagem. Jornalista por formação, é um dos sócios fundadores da Nitro Imagens e tem especial talento para contar histórias visuais ligadas à biodiversidade e à conservação ambiental.

Desde 2004 é colaborador da National Geographic Brasil, com imagens também publicadas na edição principal da revista nos EUA, além de Espanha e Alemanha. Seus trabalhos ainda podem ser encontrados em revistas como GEO, BBC Wildlife, Terra Mater e já ilustraram campanhas de conservação para Greenpeace, UNESCO, e WWF.

É autor dos livros Harpia (2010), Arara azul Carajás (2015) e Jardins da Arara de Lear (2017). Entre as exposições realizadas estão “Mormaço na Floresta”, exibido na Galeria dos Povos Indígenas em Brasília em 2008 e “Pássaros Brasileiros”, com exibição no Weltvogelpark, na Alemanha, em 2010. Em 2012 levou para a Fotogaleria a Céu Aberto, em Montevidéu, a exposição “Territórios e Encontros” com imagens de seus documentários sobre a fauna brasileira. Em 2016, a convite do Horniman Museum, em Londres, expôs o trabalho “Fauna Brazil” e, nesse mesmo ano, participou da exposição “Brazlilica”,  do St. George’s Hall, em Liverpool.

Vencedor de diversos prêmios, como o World Bird Photo Contest, Itaú/BBA, New Holland Fotojornalismo e Avistar, João Marcos Rosa também tem fotografias emblemáticas publicadas nos livros “Back from the Brink” (CEMEX, 2017), “A Geography of Hope” (CEMEX, 2106), “Facing Extinction” (Birdlife/T&AD poiser, 2010), entre outros.

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DIA A DIA

LEGENDA

  Café da manhã incluído
  Almoço incluído
  Jantar incluído

DIA 1 | ARUSHA

Chegada ao aeroporto internacional Kilimanjaro. Recepção e traslado por pouco mais de 1 hora até o hotel na cidade de Arusha. Localizada no norte da Tanzânia sob o Monte Meru e nas proximidades do Kilimanjaro, Arusha é hoje um grande centro africano de diplomacia e negócios mas destaca-se mesmo por ser a porta de entrada para os viajantes que pretendem fazer safáris pela região.

DIA 2 | ARUSHA

Após o café da manhã, encontraremos com o fotógrafo João Marcos Rosa para um briefing detalhado sobre a expedição. Poderemos conhecer melhor o trabalho do fotógrafo e tirar as últimas dúvidas. Tarde livre dedicada aos preparativos ou atividades individuais, como por exemplo uma visita opcional a uma tribo Maasai mais afastada da cidade.

DIA 3 | ARUSHA – PARQUE NACIONAL TARANGIRE

Embarque nos veículos 4×4 e partida rumo ao Parque Nacional Tarangire, escolhido como a primeira locação da nossa jornada fotográfica. Mesmo não estando localizado na principal rota dos safáris da Tanzânia, as características do Tarangire fazem dele uma peça especial para uma experiência mais completa: grandes concentrações de famílias de elefantes, centenas de espécies de aves, além de gnus, zebras, búfalos, impalas e gazelas. Os elefantes surgem em bandos e costumam devorar os troncos dos baobás, que armazenam muita água e são encontrados especialmente no Tarangire. Os baobás chegam a atingir 25 metros de altura e vivem por centenas de anos. São, por conta disso, a árvore-símbolo da África. Aproveitaremos ao máximo o nosso primeiro safári da expedição antes de chegarmos ao lodge, localizado próximo ao Lago Manyara.

DIA 4 | TARANGIRE – PARQUE NACIONAL SERENGETI

Acordaremos cedo para explorar as margens do Lago Manyara, que é parte de um sistema de quatro lagos dentro do Grande Vale Rift que sustentam toda a população de flamingos do leste africano, assim como a impressionante concentração e diversidade de espécies de aves. Nosso objetivo no início do dia será caminhar até a distância ideal para visualização e fotografia dos flamingos. De volta ao lodge e com o café da manhã tomado, sairemos nos 4×4 para explorar a região já no caminho para o Parque Nacional Serengeti, ficando atentos a tudo o que a natureza selvagem da região nos reservar. O início da manhã e fim da tarde são sempre os horários mais adequados para observarmos a fauna devido a maior atividade das espécies, o que coincide também com os melhores momentos de luz. Chegada ao lodge no Serengeti, nossa base pelos próximos dias de imersão neste paraíso natural.

DIAS 5, 6 e 7 | PARQUE NACIONAL SERENGETI

Dias totalmente dedicados a explorar uma das mais cobiçadas regiões de safari da África, não apenas pela enorme quantidade e variedade de animais mas por ser também palco de um dos maiores espetáculos da Terra, a Grande Migração. Um fenômeno tão interessante que levou a UNESCO a classificar o Serengeti como um Patrimônio da Humanidade, em 1981. Cerca de 1 milhão e meio de gnus se movimentam em busca de alimento, água e um lugar tranquilo para se reproduzirem na enorme área que se estende até o sul do Quênia. Junto aos gnus, acabam participando da migração outros animais como zebras e gazelas. E até mesmo os predadores, que vão atrás da comida em abundância. Os grandes grupos de antílopes se movimentam em sentido horário nesta região durante todo o ano e em outubro costumam migrar do Quênia para a Tanzânia. Um dos nossos principais objetivos durante os dias no Serengeti será fotografar a enorme concentração de animais, buscando sempre o melhor posicionamento possível para compor as imagens. Além dos bichos, o Serengeti também é o lar dos guerreiros Maasai, a mais famosa tribo da África e reconhecidos pelas suas roupas vermelhas, acessórios coloridos e cultura semi-nômade. O gado é sua primeira fonte de alimentação e deve ser bem protegido dos animais selvagens, como os leões. Por isso os Maasai carregam lanças por onde andam. Uma sessão de fotos numa dessas tribos será sem dúvida uma das paradas obrigatórias nesta expedição.

DIA 8 | SERENGETI – PARQUE NACIONAL NGORONGORO

Pela manhã bem cedo, é possível embarcar numa aventura pelo céu do Serengeti. Rebanhos e manadas de zebras, girafas, leões, hipopótamos, elefantes, entre outros habitantes da Tanzânia, são só uma prévia da paisagem vista de cima de um balão nesta área. A flora da savana africana completa a obra. Partindo para o Parque Nacional Ngorongoro, é difícil descrever adequadamente o tamanho e a beleza do local que é a maior cratera vulcânica inativa do mundo, de 18 km de diâmetro e área de 260 km2. Maior que a cidade de Recife, dentro dela existe um mosaico dos ecossistemas do leste africano, com savanas, riachos, lagos, florestas e pântanos, onde habitam milhares de animais selvagens. No interior da cratera de bordas altas e profundas, a topografia plana cheia de vegetação gramínea é um paraíso para os animais herbívoros (há boas chances de visualização dos rinocerontes) que acabam se transformando numa forte atração para os predadores. Aqui a cadeia alimentar está completa. Isso faz da cratera mais um dos lugares mais fascinantes de toda a África.

DIA 9 | PARQUE NACIONAL NGORONGORO – ARUSHA

Pela manhã, saída para o último safari da expedição pela cratera de Ngorongoro. Retorno ao hotel para almoço e retorno até a cidade de Arusha com chegada prevista para o começo da noite.

DIA 10 | ARUSHA – EMBARQUE

Dia livre até o check-out. De acordo com o horário do voo, traslado até o aeroporto de Kilimanjaro (JRO), de onde nos despediremos com ótimas recordações.

FIM DOS SERVIÇOS

GALERIA DE FOTOS

Fotos: Luciano Candisani e Cristiano Xavier. Todos os direitos reservados.

MAIS INFORMAÇÕES

   HOSPEDAGEM

ARUSHA: Lake Duluti Serena Lodge
PARQUE NACIONAL TARANGIRE: Maramboi Tented Camp
PARQUE NACIONAL SERENGETI: Serengeti Serena Lodge e Mbuzi Mawe Tented Lodge
PARQUE NACIONAL NGORONGORO: Ngorongoro Serena Lodge

INCLUI

  • 09 noites de hospedagem
  • Café da manhã em Arusha e pensão completa durante o safári
  • Traslados in/out privativos ao grupo em Arusha de acordo com os horários de voos sugeridos pela OneLapse no momento da confirmação da viagem
  • Transporte privativo ao grupo para todas as locações descritas no roteiro
  • Acompanhamento de motorista/guia local falando inglês, além de coordenador operacional da OneLapse falando português durante todo o roteiro
  • Acompanhamento do fotógrafo João Marcos Rosa em todas as locações e orientações fotográficas conforme objetivo e necessidade de cada participante
  • Entradas para todos os locais visitados
  • Seguro viagem April – Max 60 Mundo

NÃO INCLUI

  • Passagens aéreas internacionais e taxas de embarque (consulte-nos para cotação e emissão dos voos)
  • Early check-in e Late check-out
  • Equipamento de fotografia
  • Almoço e jantar em Arusha e bebidas durante as refeições incluídas
  • Passeio opcional de balão no Serengeti (USD500,00 por pessoa e pago )
  • Visto para entrada na Tanzânia (cerca de USD50,00 e emitido na chegada ao país)
  • Despesas pessoais e gorjetas

OBSERVAÇÕES

  • Esta viagem é destinada a todos os entusiastas da fotografia, de iniciantes a profissionais, não havendo pré-requisito para inscrição, como nível de conhecimento ou equipamento fotográfico. As orientações do fotógrafo serão feitas de acordo com o objetivo de cada participante;
  • Os preços estão em dólares americanos (US$) e por pessoa. A conversão para o Real levará em consideração o câmbio turismo no dia do pagamento, conforme cotação do Valor Econômico;
  • Para esta viagem brasileiros necessitam de passaporte com validade mínima de 6 meses a partir da chegada na Tanzânia, certificado internacional de vacinação contra a febre amarela e emissão de visto que pode ser emitido na imigração do país a um custo médio de USD50,00;
  • Devido as restrições dos parques na Tanzânia, não será permitido o uso de lentes acima de 400mm, sendo possível utilizar como alternativa um teleconverter duplicador;
  • O descritivo do roteiro é uma ideia das atividades que buscaremos fazer durante a expedição e que podem ser alteradas de acordo com as condições climáticas, recomendações do fotógrafo responsável, guia local ou motivos de força maior.

EQUIPAMENTOS RECOMENDADOS

  • Câmera fotográfica
  • Cartões de memória
  • Lentes de 17mm a 400mm
  • Tripé
  • Cabo disparador

* Em caso de dúvidas, clique aqui e veja nosso FAQ.

QUER SE INSCREVER OU TEM DÚVIDAS?

PARTE TERRESTRE – VALORES POR PESSOA

POR PESSOA EM ACOMODAÇÃO DUPLA:

US$ 5.490,00*

SUPLEMENTO VOLUNTÁRIO PARA QUARTO INDIVIDUAL US$ 700,00

SINAL EM DEPÓSITO NO MOMENTO DA INSCRIÇÃO: R$ 2.500,00

DESCONTO AOS 6 (SEIS) PRIMEIROS INSCRITOS: R$ 700,00

FORMAS DE PAGAMENTO:
  • À vista em depósito/boleto com 5% de desconto
  • 30% de entrada + Saldo em até 4x sem juros no cartão de crédito Visa/Master

 

* Caso o grupo seja fechado e não haja um participante para dividir o quarto duplo, deverá ser pago um suplemento involuntário no valor de US$375,00. Este valor será cobrado a vista em até 72h antes do início dos serviços.

** Esta viagem exige um número mínimo de 9 participantes para que o grupo seja confirmado. O sinal não é reembolsável em caso de desistência da viagem e não pode ser transferido para outro destino. A confirmação ou não da saída será feita no dia 05/09/2019 ou antes, caso já tenhamos atingido o número mínimo de participantes. Confirmando o grupo, o valor do sinal será abatido da entrada e caso o mesmo não seja confirmado, o valor será integralmente devolvido.

 

VOOS INTERNCIONAIS:

Chegada ao aeroporto Kilimanjaro (JRO) no dia 14 de novembro para check-in a partir das 14h com embarque de retorno no dia 23 de novembro. Consulte-nos para a cotação e emissão das passagens aéreas.