México | Día de los Muertos

27 OUT - 03 NOV 2019


ESGOTADO

Uma semana de imersão em uma emocionante celebração da vida

A luz das velas, acreditam os mexicanos, ilumina o caminho de regresso das almas à Terra. O aroma das flores de cempasúchil, uma espécie de cravo alaranjado, atrai de volta os espíritos dos finados. Velas e flores são apenas alguns dos elementos que decoram os tantos altares espalhados por casas, ruas e cemitérios na semana do Día de los Muertos, a festa que melhor resume a identidade do México. É quando este país superpopuloso de gente festeira explode de cores para matar, com alegria, as saudades de quem se foi.

A celebração começa nos preparativos, antes mesmo de abrirem-se as portas do céu, ao meio-dia do 31 de outubro segundo a crença local, para que os primeiros espíritos, os das crianças, desçam até nós. Os anjos serão recebidos com doces – como o pan de muerto –, assim como os adultos, que baixam mais tarde, terão as boas-vindas com suas comidas favoritas e bebidas como o mescal. Tudo ao som de música, com familiares e amigos pintados de caveiras.

Nova expedição fotográfica da OneLapse, a imersão no Dia dos Mortos no México é uma experiência apaixonante para viajantes que amam a fotografia documental e diferenças culturais. “A celebração subverte a lógica de que o feriado de finados é uma data triste”, explica Érico Hiller, que voltará ao país para fotografar junto com um seleto grupo. “O Día de los Muertos é uma expressão de nostalgia, com clima solene de resgate da memória, mas tudo repleto de energia boa, de vida”, continua.

A charmosa cidade de Oaxaca, patrimônio mundial da Unesco, foi o destino escolhido para a experiência, justamente pela possibilidade de aproximação maior na rotina da população da cidade e das vilas nos arredores. A ambientação atmosférica das tumbas forradas por velas nos cemitérios à noite permite desde flagras documentais, como um casal de velhinhos velando a foto no túmulo do filho, até retratos de pessoas que desfilam maquiadas como esqueletos. “Quase ninguém diz não para foto”, lembra Érico. São muitas as oportunidades para conseguir fotos do dia dos mortos no México em baixas condições de luminosidade, sem usar flash.

Tradição de origem asteca, anterior à chegada dos espanhóis ao gigante país latino da América do Norte, o Dia dos Mortos se tornou patrimônio imaterial da humanidade em 2003 por preservar costumes seculares como desfiles de grupos fantasiados conhecidos como comparsas e de procissões cristãs. Os preparativos incluem, além da decoração dos altares repletos de símbolos, a compra das oferendas e chocolates no chamado mercado de abastos e de mescal nos alambiques locais – atividades que os viajantes da OneLapse poderão viver, assim como visitas aos ateliês de arte com peças em argila negra e de escultura de animais em madeira de copal, os chamados alebrijes.

Os maquiadores são personagens importantes, tanto para serem fotografados em ação quanto para customizarem os viajantes que quiserem entrar no clima. Em algumas situações, o clima faz lembrar o carnaval do Brasil – mas nada tem a ver com o Halloween americano, apesar da data. Esqueça abóboras, vampiros, lobisomens e zumbis. No Dia dos Mortos do México, a fantasia recorrente é mesmo a do esqueleto, que decora inclusive doces e velas. A caveira feminina é chamada de Catrina desde que o pintor Diego Rivera, marido de Frida Kahlo, a batizou no mural ‘Sueño de una tarde dominical en la Alameda Central’ (1947).

Os panteóns, ou cemitérios, são o epicentro das comemorações por todo o país – e há a opção de conhecer os da Cidade do México na ida ou na volta da expedição. Violões e grupos de mariachis não são raros ao lado das tumbas. Vizinho a Oaxaca, um dos cemitérios mais famosos é o de Santa Cruz Xoxocotlán, apelidado de Xoxo, que teria inspirado o cenário do desenho animado Viva – A Vida é Uma Festa, sobre a data nacional mais aguardada do país. Uma experiência única em que se saúda os mortos para brindar à vida.

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Érico Hiller

National Geographic

Érico Hiller nasceu em Belo Horizonte (MG), mas adotou São Paulo como cidade para residir. Seu interesse pela fotografia despertou quando ele tinha entre 18 e 19 anos de idade, mas foi durante a Faculdade de Comunicação que realmente houve sua conexão com a fotografia de uma maneira mais intensa e definitiva.

Algum tempo depois, já com 26 anos de idade, decidiu trocar o emprego para se dedicar totalmente ao mundo da fotografia, já que tinha certeza de que gostaria de trilhar o caminho dos projetos documentais e publicar livros, nos quais pudesse contar suas histórias visuais. De certa forma, ele já praticava o chamado storytelling antes mesmo de existir essa denominação. Para Érico, aliás, não há meio melhor para se apreciar fotografias do que o livro, onde o próprio fotógrafo pode dispor as imagens da forma mais apropriada e adequada, considerando uma leitura mais lenta e uma apreensão mais calma por parte do leitor. Para ele, a fotografia impressa tem outro sabor.

Com o tempo, passou a viajar pelo Brasil e pelo mundo e desenvolveu seu olhar para fazer registros documentais cada vez mais precisos e sensíveis, em especial relacionados à temática ambiental e humanitária. Em 2008, realizou um longo ensaio documental sobre as tensões sociais em grandes cidades da Argentina, do Brasil, da China, Índia, México e Rússia. Entre 2011 e 2012 esteve no Ártico, na Tanzânia, na Etiópia, nas Maldivas e na Mata Atlântica retratando regiões ameaçadas. Essas expedições pelo mundo – Érico já esteve em mais de 50 países — propiciaram a publicação de três livros: Emergentes (2008), Ameaçados (2012) e A Jornada do Rinoceronte (2016). Neste mesmo ano, algumas de suas fotos compuseram a exposição Diários de Viagem, na Leica Gallery, em São Paulo. No Brasil, suas fotos já foram veiculadas nas revistas National Geographic, Marie Claire e Rolling Stone, entre outras publicações.

Pela OneLapse, guiando grupos de entusiastas da fotografia, ele esteve na Índia (durante o Festival da Cores), em Myanmar, duas vezes na Indochina (Vietnã e Laos) e na Etiópia. Para o Érico não há muito segredo para se conseguir excelentes imagens. Primeiro, é preciso ter muita motivação e realmente entender o lugar que se visita. Depois, é necessário ter sensibilidade e uma certa doçura para se relacionar com as pessoas. Outro fator importante é se desvencilhar de qualquer pré-julgamento e fotografar com o espírito elevado e bondade. Em suas expedições fotográficas busca inspirar os participantes e ao mesmo tempo deixá-los aptos para lidar com os dilemas e as dificuldades existentes na fotografia documental, principalmente estando nas ruas em destinos não convencionais, dando um suporte logístico e técnico para que cada participante se sinta habilitado para contar uma história em uma sequencia de fotos. Esse é o seu desafio.

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DIA A DIA

LEGENDA

  Café da manhã incluído
  Almoço incluído
  Jantar incluído

DIA 1 | CIDADE DO MÉXICO

Chegada ao aeroporto internacional da Cidade do México. Recepção e traslado ao hotel para check-in. A capital do país e mais antiga metrópole das Américas exala cultura e história em cada esquina, de casarões que remetem ao período colonial ao Palácio de Bellas Artes, o principal palco de manifestações culturais do país.

DIA 2 | CIDADE DO MÉXICO

Pela manhã, reuniremos com o fotógrafo Érico Hiller para um briefing detalhado sobre o dia a dia da viagem. Na sequência, visitaremos as Pirâmides de Teotihuacán, localizadas num complexo a 50km da capital. Com 71m de altura e 223m de cada lado, é uma das pirâmides mais altas do mundo todo. Foi construída entre os anos 1 e 150 d.C. por uma civilização que deixou poucos vestígios além das grandes construções. É o maior monumento de Teotihuacán, que foi uma das maiores cidades pré-hispânicas mesoamericanas.

DIA 3 | CIDADE DO MÉXICO – OAXACA

Após o café da manha, check-out e saída para conhecermos a região de Coyoacán, a 13 km da Cidade do México, é possível conhecer muitos detalhes da vida do casal Frida Kahlo e Diego Rivera, inclusive o museu que leva o nome da artista. Frida teve poliomielite na infância e, na adolescência, foi vítima de um acidente grave. A cadeira de rodas e o colete ortopédico usados por ela, tão presentes em suas obras, são alguns dos artigos expostos no Museu Frida Kahlo, assim como as pinturas de todas as fases de sua carreira, cartas, diários, livros, louças, pincéis e objetos de decoração — afinal, o museu é a casa onde Frida nasceu e passou grande parte de sua vida. Em seguida, traslado ao aeroporto para embarque com destino a Oaxaca. A capital de Estado de Oaxaca é uma cidade contrastante e espantosamente cosmopolita. Uma viagem de cores e cheiros à procura da tão celebrada luz de Oaxaca. Da imponência de seus edifícios a riqueza do Museo de las Culturas, que repassa a história do estado de Oaxaca e das civilizações ancestrais que floresceram no território mexicano, Oaxaca ainda pode ser considerada a capital gastronômica do México. Teremos quatro dias inteiros para descobrir os segredos dessa cidade tão especial, que inclui cafés, bares, restaurantes e diversas galerias interessantes.

DIAS 4 a 7 | OAXACA

Dias dedicados a explorar a cidade de Oaxaca e seus arredores conforme programação diária definida pelo fotógrafo Érico Hiller. Abaixo algumas possibilidades de locações e experiências que podemos esperar durante a nossa estadia:

> Os povoados no entorno de Oaxaca, documentando a população e os preparativos das casas, praças e cemitérios para as celebrações. Fora de áreas mais urbanas, situações originais e ao redor de construções antigas, como as igrejas, serão o nosso foco;

> Os mais variados desfiles com música típica e competições de fantasias e máscaras, que acontecem quando a população de diferentes vilas se reúne, proporcionando ótimas oportunidades para retratos. Outro desfile interessante é o das crianças como comparsas, que acontece no centro de Oaxaca;

> Uma variedade de mercados locais e a atmosfera vibrante de compra e venda de mercadorias pelos mexicanos, bem como os preparativos para o Dia dos Mortos com pães, moles, chocolates, flores, velas, máscaras, grilos comestíveis (os chapulines), frutas, etc;

> As pinturas na parede de alguns cemitérios e os murais pintados com desenhos e grafites de caveiras;

> Visita a fábrica artesanal de Mezcal (tequila), além da produção de artesanatos de barro negro e das lindas esculturas de animais de madeira pintados à mão, os famosos Alebrijes. Boas oportunidades para a compra de artesanatos de qualidade aliadas à possibilidade de ótimas fotos;

> No principal dia de celebrações, marcando o mais importante feriado do ano para os mexicanos, teremos a oportunidade de ver um cemitério cheio de moradores locais prestando homenagem nos túmulos de seus finados. Lindas decorações, música e velas, naquele que promete ser um dos grandes momentos da expedição;

> Tempo livre para que cada participante aproveite como preferir, desde fotografar situações de rua como as procissões até a assistência do fotógrafo para avaliação das fotos produzidas.

DIA 8 | OAXACA – EMBARQUE

Manhã livre até o horário do check-out. De acordo com o horário do voo, traslado ao aeroporto, de onde nos despediremos com ótimas recordações.

FIM DOS SERVIÇOS

GALERIA DE FOTOS

Fotos: Érico Hiller/Divulgação. Todos os direitos reservados.

MAIS INFORMAÇÕES

   HOSPEDAGEM

CIDADE DO MÉXICO: Hotel Casa Blanca
OAXACA: Hotel Fortin Plaza

INCLUI

  • 07 noites de hospedagem com café da manhã
  • Traslados in/out privativos nos horários sugeridos no momento da confirmação das reservas
  • Transporte privativo ao grupo para todas as locações descritas no roteiro
  • Acompanhamento de guia local falando espanhol
  • Acompanhamento do fotógrafo Érico Hiller em todas as locações e orientações fotográficas conforme objetivos de cada participante
  • Acompanhamento do jornalista Daniel Nunes Gonçalves para assistência opcional na construção de narrativas de viagem pretendidas por cada participante (a partir de 10 inscritos)
  • Entradas para todos os locais visitados
  • Seguro viagem April – Plano Max 60 Mundo

NÃO INCLUI

  • Passagens aéreas internacionais e domésticas (consulte-nos para cotação e emissão dos voos)
  • Traslados para horários de voo fora dos selecionados pela empresa
  • Early check-in e late check-out
  • Almoço e jantar
  • Despesas pessoais e gorjetas

OBSERVAÇÕES

  • Os valores são por pessoa, estão em Dólares Americanos (USD) e serão convertidos ao Real levando em conta a cotação do Dólar Turismo do Valor Econômico no dia do envio do contrato de viagem;
  • Para esta viagem, brasileiros precisam de passaporte com validade mínima de 6 meses a partir da chegada ao México e certificado internacional de vacinação contra a febre amarela;
  • Esta expedição é destinada a todos os entusiastas da fotografia, de iniciantes a profissionais e não há pré-requisito para a inscrição. As orientações do fotógrafo Érico Hiller serão realizadas de acordo com o objetivo de cada participante;
  • A assistência do jornalista Daniel Nunes Gonçalves será na construção das histórias pretendidas por cada participante – ele é mestre em comunicação e pesquisador de narrativas contemporâneas de viagem, além de professor de jornalismo de viagem da Faculdade Cásper Líbero (São Paulo);
  • A ordem do roteiro pode ser alterada caso o guia e/ou o fotógrafo responsável considerem necessário.

 

EQUIPAMENTOS RECOMENDADOS

  • Câmera fotográfica
  • Cartões de memória
  • Tripé
  • Lentes de 17mm a 200mm

* Em caso de dúvidas, entre em contato conosco.

 

VOOS INTERNACIONAIS

Chegada a Cidade do México no dia 27 de outubro em qualquer horário. Embarque de retorno em Oaxaca no dia 3 de novembro também em qualquer horário (atenção para horários de check-in, check-out e observações sobre os traslados entre hotel e aeroporto). No momento da confirmação do grupo será enviada uma sugestão de voos para que todos possam embarcar juntos (consulte-nos para a emissão das passagens aéreas).

QUER SE INSCREVER OU TEM DÚVIDAS?

PARTE TERRESTRE – VALORES POR PESSOA

POR PESSOA EM ACOMODAÇÃO DUPLA:

US$ 3.290,00

SUPLEMENTO VOLUNTÁRIO PARA ACOMODAÇÃO INDIVIDUAL: US$ 600,00

SINAL EM DEPÓSITO NO MOMENTO DA INSCRIÇÃO: R$ 2.500,00

DESCONTO PARA OS 06 (SEIS) PRIMEIROS INSCRITOS: R$ 700,00

FORMAS DE PAGAMENTO:
  • À vista em depósito/boleto com 5% de desconto
  • 30% de entrada + Saldo em até 4x sem juros no cartão de crédito Visa/Master

 

* Caso o grupo seja fechado e não haja um participante para dividir o quarto duplo, deverá ser pago um suplemento involuntário no valor de US$300,00. Este valor será cobrado a vista em até 72h antes do início dos serviços.

** Esta viagem exige um número mínimo de 8 participantes para que o grupo seja confirmado. O sinal não é reembolsável em caso de desistência da viagem e não pode ser transferido para outro destino. A confirmação ou não da saída será feita no dia 30 de agosto ou antes, caso já tenhamos atingido o número mínimo de participantes. Confirmando o grupo, o valor do sinal será abatido da entrada e caso o mesmo não seja confirmado, o valor será integralmente devolvido.