Marco Brotto

Caçador de Auroras Boreais

  • Aurora Boreal
  • Círculo Polar Ártico

Que a natureza nos oferece inúmeros espetáculos merecedores de serem registrados por nossas câmeras fotográficas já sabemos. Mas poucos deles se equiparam em termos de beleza à aurora boreal, considerado, com muita razão, um dos fenômenos mais grandiosos e intrigantes. Entender o que são as auroras boreais, como elas se formam na atmosfera, onde e por que aparecem e quais são as melhores técnicas para registrá-las em imagens fotográficas tem sido o desafio do incansável paranaense Marco Brotto.

Nascido em Curitiba, há 47 anos, Marco Brotto estudou História da Arte em Firenze, Itália, além de ter frequentado cursos de Desenho Industrial e Administração de Empresas. Seu início no universo da fotografia ocorreu em 2011, quando comprou sua primeira câmera DSLR, justamente quando viajou ao Alasca para conhecer de perto a aurora boreal pela primeira vez. Ele lembra que estava fotografando o céu, quando, de repente, a aurora começou a aparecer no canto da câmera. Quando olhou para cima, o céu estava completamente verde, num espetáculo lindo e impactante.

Desde então, não parou mais a ponto de ser um dos maiores especialistas brasileiros no assunto. Até janeiro de 2018, Marco calcula já ter visto auroras por mais de 400 noites. Apesar disso, ele conta que a cada segundo e a cada momento, ela se transforma em um espetáculo único, diferente. Por tudo isso, ele foi escolhido para liderar várias expedições da OneLapse rumo ao Hemisfério Norte. Sua paixão pela fotografia, aliada à sua profunda admiração pelas auroras, possibilitou a criação de imagens magníficas, que inclusive ilustraram páginas de revistas renomadas, como as edições impressas da National Geographic publicadas na Espanha, na Itália, no Japão, entre outras. Suas imagens também foram vistas nas principais revistas de fotografia do Brasil, entre outras publicações, como Veja São Paulo e Folha de S. Paulo. Em 2017, expôs na Foto Imagem, considerada a maior exposição de equipamentos fotográficos da América Latina. Ainda em 2017, por meio da embaixada na Noruega no Brasil, o governo do país escandinavo patrocinou uma exposição com fotos de sua autoria em uma feira Viking que acontece anualmente no Clube Pinheiros, em São Paulo. Também vieram ao público fotos suas em exposições coletivas em shoppings centers de Curitiba e no metrô de São Paulo.

Para Marco Brotto, fazer um bom registro de uma aurora requer muita paciência, conhecimento e concentração. É necessário também que temperatura e ventos colaborem, além de estar no lugar certo e na hora certa. Por isso, conhecimento e experiência são fundamentais. Segundo ele, algumas vezes o fenômeno é tão rápido e intenso que o fotógrafo pode até se perder entre contemplar a natureza ou regular a câmera. Profundo conhecedor do assunto, ele revela que poder compartilhar suas experiências, ensinar e aprender com os outros participantes dos grupos é gratificante.

Para ele, independentemente do conhecimento fotográfico de cada membro do grupo que lidera, todos têm um sonho: trazer para a casa as mais impactantes imagens de uma aurora boreal. Ajudar no que for preciso para realizar esse sonho é sua maior recompensa. Por isso, todos os detalhes são pensados para que a experiência seja inesquecível. Tanto Brotto como a OneLapse levam muito a sério questões relativas à segurança e bem-estar, além de estarem totalmente preparados em relação às normas, leis e costumes locais. Outra preocupação da equipe é levar os participantes da expedição a paisagens diferentes para propiciar que o portfólio de cada entusiasta da fotografia seja cada vez mais rico, único e interessante. Afinal, guardar para sempre uma bela imagem das luzes iluminando o céu noturno do Hemisfério Norte é dessas experiências de vida que não têm preço.

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Fotos: Marco Brotto / Carlos Simão. Todos os direitos reservados.

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