Em busca dos grandes fenômenos da meteorologia.

A visão é incrível. Um disco de nuvens cinza-chumbo se agiganta no céu disparando relâmpagos incessantemente e se contorcendo em seguida na forma de uma espiral. Fazemos os cliques com a adrenalina a mil, os olhos atentos e os ouvidos ligados a qualquer possível sinal do guia avisando que temos que voltar imediatamente ao carro. Se aquela supercélula fenomenal que vemos de frente produzir um funil que toque o solo, vai formar nosso tão desejado tornado. Assim, com a emoção à flor da pele, seguiremos fotografando aquele céu de tempestade, sempre de um local seguro, compondo imagens que mais parecem pinturas surrealistas ou cenas do filme Armagedom.

São jornadas intensas como esta, em busca dos mais espetaculares fenômenos meteorológicos que a natureza pode criar, que fazem da caça às tempestades e aos tornados no interior dos Estados Unidos uma experiência tão rica em termos de oportunidades fotográficas. Por registrar fotos da natureza há mais de 20 anos, aprendi a amar a observação cuidadosa das variações climáticas e a acompanhar a previsão do tempo diariamente. E fiquei totalmente fascinado – para não dizer viciado – quando fiz minha primeira expedição pelo Corredor dos Tornados, o Tornado Alley, o lugar do planeta onde eles ocorrem com a maior frequência. É impossível não voltar com imagens fantásticas – e memórias eternas – da imprevisível caçada por estes oito estados norte-americanos: Texas, Oklahoma, Kansas, Colorado, Nebraska, Wyoming, Dakota do Sul e Dakota do Norte.

Esta é uma viagem bem diferente de todas as outras que fazemos na OneLapse. A única coisa que se sabe dela é quando começa e quando termina. A rota que vamos trilhar, os hotéis onde vamos dormir e os restaurantes em que vamos comer são surpresas a serem decididas ao longo da expedição, à medida que a caçada evoluir. Curiosamente, quando chega a temporada das tempestades nos Estados Unidos, de abril a julho, enquanto turistas brasileiros convencionais fogem do inverno do Hemisfério Sul à procura do sol nas praias da Califórnia ou da Flórida, nós temos este estranho desejo: rastrear as grandes tempestades no verão de 40 graus do Meio-Oeste, em busca de imagens que pouca gente viu.

Apesar da enorme expectativa de presenciar a natureza pulsando com toda sua fúria, é necessário ter paciência, flexibilidade e determinação, pois esta é uma jornada feita de esperas, imprevistos e incertezas. É ainda fundamental ter confiança no trabalho de nossa equipe local, formada por experientes caçadores de tornados que são, também, meteorologistas e fotógrafos. Munidos de uma van robusta equipada com radar, GPS, sensores, barômetros e muito conhecimento, são eles que orientam nossos passos desde o encontro em Denver, no Colorado, nossa base tanto na chegada quanto na partida, já com mil histórias para contar.

Todas as manhãs, analisamos os dados meteorológicos e calculamos o local cuja probabilidade de observarmos uma supercélula é maior. Uma rota bem traçada é fundamental para garantir a melhor posição para a observação dos fenômenos e para nos proporcionar a segurança de que não abrimos mão. É preciso, no momento de escolher os mirantes para fotos, estacionar a van em pontos estratégicos. Desse modo, temos maleabilidade para mudar a rota conforme o rumo de ventos e temporais. A paisagem plana e rural facilita a visualização das nuvens a grandes distâncias.

Ao parar o carro e descer para fotografar no lugar certo, procuramos observar a direção e a temperatura do fenômeno. O desfecho é sempre imprevisível. Já passei dias sem ver um tornado, mas fotografando as tempestades mais bonitas: quase todo dia tem arco-íris, chuva no pôr do sol, relâmpagos impressionantes. Em outra oportunidade, cheguei a ver 15 tornados num só dia!

Interessante é que todo o tempo entre uma tempestade e outra – as manhãs são quase sempre tranquilas e ensolaradas – é aproveitado para conhecer o interior dos Estados Unidos de verdade. São quilômetros de plantações de milho e trigo, povoados por 200 habitantes e fazendas no meio do nada. Num dia come-se uma bisteca a la Fred Flintstone em um restaurante típico recomendado por nosso guia, em outro joga-se sinuca em um saloon como aqueles dos filmes do Velho Oeste, ao som de música country. O melhor de tudo: ao final de tantas experiências intensas e marcantes, volta-se sabendo tudo de fenômenos meteorológicos. E desejando retornar para viver novas imersões como verdadeiros caçadores de supercélulas, tempestades e tornados.

Durante esta intensa jornada, me arrisco a dizer que a caça as tempestades e tornados é de longe a mais rica em oportunidades fotográficas, e graças a experiência da equipe selecionada a dedo para nos colocar nos lugares certos e de forma segura, podemos registrar cenas fantásticas que mesclam a fúria e a beleza da natureza. Nossa expedição é planejada para compartilhar momentos como estes junto a outros entusiastas da fotografia ou aqueles que simplesmente desejam vivenciar uma experiência única em viagem. Sejam bem-vindos a bordo desta aventura!

Cristiano Xavier

 

 

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Cristiano Xavier

Fine Nature Photography

A fotografia é fascinante e capaz de mudar a vida de muitas pessoas. Foi o que aconteceu com Cristiano Xavier, mineiro, nascido em Belo Horizonte há 43 anos. Sempre gostou de fotografar, mas, como profissão, havia abraçado a odontologia. Cristiano começou a fotografar em 1998 e, para ele, a fotografia de natureza era mais um hobby, embora um hobby levado muito a sério. Naquele final da década de 1990, Cristiano estudou muito e devorava todos os livros e revistas que tratavam do assunto e apareciam na sua frente. Dessa forma, como autodidata, começou a aprender e a desenvolver as principais técnicas de fotografia.

Até que, em 2002, resolveu se aprofundar no assunto e partiu para os Estados Unidos, mais especialmente para o Palm Beach Photographic Centre, onde teve a oportunidade de conhecer a obra de importantes fotógrafos americanos. Quando, após um ano, retornou ao Brasil tomou uma decisão que mudaria sua vida para sempre: trocou definitivamente o avental, as luvas e os equipamentos odontológicos pelas câmeras, flashs e lentes fotográficas. Largou o consultório para se dedicar exclusivamente à fotografia. Depois de algum tempo, em Belo Horizonte, abriu um estúdio, onde produzia fotos industriais, still, retratos, entre outras demandas comerciais.

Durante esse período, mesmo com o estúdio em funcionamento, Cristiano nunca deixou de viajar e de fotografar a natureza, tendo como inspiração renomados fotógrafos da área, como o americano Art Wolfe e os brasileiros Fábio Colombini e Luciano Candisani. E mais recentemente outros nomes como Marc Adamus, Ian Plant, Joseph Rossbach, Christian Lim e Iurie Belegurshi, que se tornaram amigos.

Mesmo bebendo na fonte de grandes mestres, Cristiano Xavier desenvolveu uma linha própria de trabalho, mais direcionada à valorização da estética e às imagens que registram a beleza da natureza, levando em conta a composição do ambiente e da luz. Seu olhar busca captar aquela imagem que emociona, que impacta e que ao mesmo tempo está conectada com sua alma. Além disso, Cristiano desenvolveu um estilo especial para fotos noturnas, uma de suas áreas favoritas.

A partir de 2013, como um dos sócios fundadores da OneLapse, também passou a viajar ao redor do mundo liderando grupos de entusiastas da fotografia. Para ele, estas viagens são oportunidades únicas para a interação de vários olhares ao mesmo tempo e para que haja uma intensa e rica troca de experiências entre os participantes. Afinal, todos estão juntos respirando fotografia 24 horas por dia.

Segundo Xavier, estas viagens são essenciais para quem deseja fazer uma imersão na arte de fotografar. Para isso, basta estar aberto a novas experiências e entrar no clima da expedição. Tudo isso, segundo ele, é fundamental para que os resultados das fotos sejam cada vez melhores, como mostra suas imagens captadas em vários destinos, como Yukon (Canadá), Ilhas Lofoten (Noruega), Namíbia, Irã, Patagônia, Cuba, Peru, Islândia, Tanzânia, Nepal, Butão, entre outros.

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DIA A DIA

LEGENDA

  Café da manhã incluído
  Almoço incluído
  Jantar incluído

DIA 1 | DENVER

Chegada ao aeroporto de Denver, a capital do Colorado. Sempre ensolarada, a cidade de 600 mil habitantes é ponto de partida para viagens em meio às suas belas montanhas rochosas. O centro urbano tem dezenas de parques, mais de mil quilômetros de ciclovias e muitas cervejarias, que produzem cerca de 200 rótulos. A noite, nos reuniremos com o fotógrafo Cristiano Xavier para um briefing detalhado com foco na parte fotográfica. Pernoite.

DIAS 2 A 7 | EM ROTA – LOCAIS DEFINIDOS CONFORME PREVISÃO METEOROLÓGICA

No encontro com a equipe local, especializada na caça as tempestades e tornados, ocorre também um briefing (em inglês) mais técnico sobre a expedição. Apesar de nunca sabermos exatamente como será a aventura, uma vez que nossa agenda se adapta à meteorologia, esse é o momento em que são feitas as primeiras análises da previsão meteorológica para traçar as rotas iniciais. É a hora, também, de entender como funcionam as tempestades nessa época do ano no Vale dos Tornados, assim como para receber as orientações de segurança. Abertos ao acaso, devemos estar prontos para partir a qualquer momento, e com uma única certeza: de que estamos prestes a vivenciar uma experiência intensa, incrivelmente bela e única em nossas vidas.

O mistério de saber o que faremos nesses dias é o que torna essa expedição especialmente emocionante: trata-se de uma autêntica experiência de aqui-e-agora. Nosso raio de ação pode variar dos arredores de Denver aos confins de qualquer um dos oito estados norte-americanos onde o Corredor dos Tornados acontece.

Pelas manhãs, nossa rotina diária após o café é seguir para uma reunião de análise das condições climáticas junto com nossa equipe de base, formada por meteorologistas que se transformaram em fotógrafos apaixonados e caçadores obstinados de tornados. O convívio com eles acaba fazendo de cada viajante um aprendiz de intérprete das imagens de radar, de satélite e da meteorologia. O grupo estuda as camadas da atmosfera, a direção e a velocidade dos ventos, analisa como a temperatura e o relevo influenciam na geração dos fenômenos.

O céu azul sem nuvens, logo cedo, e o calor intenso, que chega a 40 graus centígrados no verão, são bons sinais para a formação das tempestades. A região se tornou a Disneylândia dos caçadores de tornados justamente por seus contrastes de temperaturas. A abundância de vendavais é explicada pelo fato de que aqui ocorre o encontro de massas de ar frio vindas do Canadá com o ar quente e úmido proveniente do Golfo do México. Isso produz grande instabilidade e transforma os céus em uma fotogênica maternidade de tempestades monumentais. Nosso objetivo é seguir as “mães” mais bonitas dessas tempestades: as espetaculares supercélulas, que, além de proporcionar fotos sensacionais, podem gerar os tão esperados tornados.

Nos períodos de calmaria, nosso percurso é recheado de paradas distantes dos centros urbanos para retratar a realidade do interior do Meio-Oeste. Geralmente, no começo da tarde, as áreas de instabilidade começam a pipocar no radar da van. Os dados são atualizados em curto prazo e costumam ser muito precisos: quando sobrepostos ao mapa rodoviário, temos a direção ideal para encontrar as tempestades. Ao mesmo tempo, fazemos a observação in loco do céu e dos fenômenos que se aproximam ao longe. Cabe aos experientes meteorologistas decidir qual das tempestades tem maior potencial para formar o que estamos perseguindo.
A partir daí, começa a caçada propriamente dita. Podemos dirigir 10, 50, 100 quilômetros ou mais, sempre buscando nos deparar de frente com a supercélula: sua parte frontal brilha como um disco de nuvens disparando relâmpagos sem parar.

A segurança do grupo é sempre nossa prioridade máxima. Portanto, cabe ao staff local determinar de qual distância poderemos observar os fenômenos naturais, onde é seguro descer do carro, bem como a hora correta de abandonar o local.

Em questão de minutos, o formato da supercélula muda totalmente, dando origem a desenhos estranhos como as mammatus clouds, uma série de bolhas extraordinárias. Para a fotografia, é algo riquíssimo. Exercitamos também fotos em movimento, time-lapses, panorâmicas… Ao final do dia, o pôr do sol avermelhado, misturado às tempestades e aos relâmpagos, forma verdadeiras pinturas no céu.

O lugar onde vamos dormir? Nunca sabemos de antemão. Mas a experiência de nossos parceiros locais ajuda a encontrar preciosidades confortáveis que traduzem o clima caipira da região – de modo que descansemos bem, depois de tanta adrenalina e ansiedade, para a caçada imprevisível do dia seguinte.

DIA 8 | RETORNO A DENVER

Em horário a definir, o retorno ao hotel na cidade de Denver, no Colorado. À noite, podemos nos reunir para uma despedida, que normalmente é o momento de relembrar a aventura e compartilhar com o grupo as imagens mais espetaculares que cada um produziu durante a semana de caçadas aos maiores fenômenos do Vale dos Tornados. Pernoite.

DIA 9 | DENVER – EMBARQUE

De acordo com o horário do voo, traslado (não incluído) ao aeroporto para embarque ao Brasil.

FIM DOS SERVIÇOS

GALERIA DE FOTOS

Fotos: Cristiano Xavier. Todos os direitos reservados.

MAIS INFORMAÇÕES

   HOSPEDAGEM

DENVER: Hyatt Place Denver Cherry Creek
DEMAIS CIDADES: A definir*

* Checar ítem “Observações”.

INCLUI

  • 08 noites de hospedagem
  • Café da manhã em Denver (nas demais cidades não podemos garantir por não saber aonde ficaremos hospedados)
  • Transporte privativo desde a saída de Denver até o retorno a cidade
  • Acompanhamento de meteorologista local com larga experiência em tempestades e tornados, responsável pelo nosso direcionamento durante toda a expedição
  • Acompanhamento do fotógrafo Cristiano Xavier e instruções de fotografia de acordo com o objetivo de cada participante
  • Acompanhamento de staff da OneLapse falando português
  • Seguro viagem April – Plano Total

NÃO INCLUI

  • Passagens aéreas internacionais e taxas de embarque
  • Traslados de chegada e saída em Denver
  • Visto americano
  • Early check-in e Late check-out
  • Equipamento de fotografia
  • Bebidas e refeições não mencionadas no roteiro
  • Despesas pessoais e gorjetas

OBSERVAÇÕES

  • Esta viagem é destinada a todos os entusiastas da fotografia, de iniciantes a profissionais, não havendo pré-requisito como nível de conhecimento ou equipamento fotográfico. As orientações do fotógrafo serão feitas de acordo com o objetivo de cada participante e todos os inscritos devem ter consciência de que o principal foco da viagem é a fotografia;
  • Os preços estão em dólares americanos (US$) e por pessoa. A conversão para o Real levará em consideração o câmbio turismo no dia do pagamento, conforme cotação do Valor Econômico;
  • Por se tratarem de fenômenos naturais, não podemos garantir a visualização dos tornados e tempestades. Porém, selecionamos uma equipe local com ótima estrutura e experiência com o objetivo de maximizar as chances de sucesso;
  • Saindo de Denver, nosso roteiro será definido a cada dia conforme a previsão meteorológica. Logo, não podemos prever as distâncias percorridas durante os dias de caçada, bem como as cidades aonde iremos pernoitar. Os hotéis serão selecionados pela equipe local e de acordo com a oferta e disponibilidade em cada local.

 

EQUIPAMENTOS RECOMENDADOS

  • Câmera fotográfica
  • Cartões de memória
  • Lentes de 17mm a 400mm
  • Tripé
  • Cabo disparador

* Em caso de dúvidas, clique aqui e veja nosso FAQ.

QUER SE INSCREVER OU TEM DÚVIDAS?

PARTE TERRESTRE – VALORES POR PESSOA

POR PESSOA EM ACOMODAÇÃO DUPLA:

US$ 4.690,00*

SUPLEMENTO VOLUNTÁRIO PARA QUARTO INDIVIDUAL US$ 650,00

SINAL EM DEPÓSITO NO MOMENTO DA INSCRIÇÃO: R$ 2.500,00

DESCONTO AOS 6 (SEIS) PRIMEIROS INSCRITOS: R$ 700,00

FORMAS DE PAGAMENTO
  • À vista em depósito com 5% de desconto
  • 30% de entrada em depósito + saldo em até 4x sem juros no Visa/MasterCard/Amex

* Caso o grupo seja fechado sem cia para dividir a acomodação, será cobrado um suplemento involuntário no valor US$325,00 72h antes do embarque.

** Esta viagem exige um número mínimo de 10 participantes para que o grupo seja confirmado. O sinal é uma garantia de inscrição e não é reembolsável em caso de desistência da viagem, bem como não é válido para troca de destino. A confirmação ou não da saída será feita em 28/02/2018 ou antes, caso já tenhamos atingido o número mínimo de participantes (a saída normalmente é confirmada bem antes do prazo). Confirmando o grupo, o valor do sinal será abatido da entrada e caso o mesmo não seja confirmado, o valor será integralmente devolvido.

Voos Internacionais

Chegada a Denver no dia 30 de junho em qualquer horário com check-in a partir das 15h. Embarque de retorno no dia 08 de julho em qualquer horário com check-out às 11h (consulte-nos para a emissão das passagens aéreas).