OS PUMAS E AS PAISAGENS DE TORRES DE PAINE

O encontro com a fera é de arrepiar. Depois de um longo tempo seguindo o rastro do majestoso felino das Américas, o primeiro embate visual com o mítico puma da Patagônia marca para sempre a vida da pessoa. Com olhar penetrante que trespassa qualquer teleobjetiva, o puma se impõe pela simples presença de seu corpanzil musculoso, que pode medir quase 3 metros e pesar 80 quilos. Passado o impacto inicial, os eternos minutos seguintes são puro deleite. Esteja caçando, à espreita da presa, cuidando dos filhotes ou simplesmente se refestelando depois de fazer uma vítima para comer, o puma sempre rende imagens – e momentos – emocionantes.

Depois de ser planejada por dois anos, a nova expedição da OneLapse busca compartilhar esta experiência única no lugar mais fotogênico da América do Sul para observar pumas: o Parque Nacional Torres del Paine, no Chile. Frequentemente presente nas listas de lugares mais belos do mundo, esta região da Patagônia reúne picos nevados de 3,5 mil metros de altitude, lagoas azul-turquesa, campos floridos e glaciares a perder de vista – cenários para produzirmos também belíssimas fotos de paisagem. Os turistas que visitam a região estão acostumados a observar guanacos – aquela espécie prima das lhamas –, raposas e condores andinos. Avistar pumas, no entanto, é prazer para poucos.

É justamente a possibilidade de flagrar um dos maiores felinos do continente neste cenário espetacular que torna esta expedição imperdível. A missão será capitaneada por uma dupla de profissionais que respira paixão pelas fotos de vida selvagem e paisagens: Luciano Candisani e Cristiano Xavier. Dois fotógrafos, duas visões, pela primeira vez juntos na Patagônia, para compartilhar seu know-how com um seleto grupo de viajantes. Trata-se de uma oportunidade rara de aprendizado e imersão na natureza latinoamericana.

Por sugestão dos experientes guias locais, a jornada está agendada para final de maio, época com pouquíssimo movimento de turistas, o que facilita as observações. O clima frio, com chance de neve para compor as fotos, faz com que o puma fique mais ativo, pois precisa se alimentar com frequência. Como a vegetação das partes altas da Patagônia começa a congelar, os guanacos são obrigados a descer para as planícies. Isso aumenta a chance de eles virarem o prato do dia dos pumas justamente sob nossas lentes. Para melhorar, o sol nasce por volta de 9h30 e se põe umas 17h40, com luz bonita o dia todo e um bom tempo para descansarmos entre uma caçada e outra.

Cristiano Xavier já teve o privilégio de fotografar estas remotas paragens patagônicas por 6 vezes, o que o levou a conhecer seus aspectos climáticos, geográficos e culturais. “Depois de conversar com as pessoas e estudar o comportamento e os hábitos alimentares dos pumas, juntei as informações estratégicas necessárias para realizar o sonho de ter meus tão esperados encontros com o puma patagônico”, conta. Cristiano traçou o roteiro da expedição na companhia de nativos que conhecem as rotas por onde passam estes felinos do topo da cadeia alimentar da Patagônia.

“A caçada começa bem antes do sol nascer, quando os animais estão bem ativos”, conta Cristiano. Logo na primeira madrugada da viagem de inspeção, o grupo avistou um casal. “Ainda estava escuro mas era possível vê-los rodeando uma presa que havia sido abatida naquela noite. Nos movendo sempre em silêncio e com movimentos cuidadosos, conseguimos fotografá-los por uns 30 minutos, sob a linda luz do dia que clareava a estepe. Os animais estavam próximos e aparentemente não se incomodaram com nossa presença. Foi de tirar o fôlego!”

Para Luciano Candisani, premiado fotógrafo da National Geographic que já fotografou grandes felinos em ambientes selvagens como os da Índia e da África, o diferencial da expedição da OneLapse reside aí: na experiência olho-no-olho com o bicho, no ambiente espetacular e na luz ideal. “A consumação daquele momento mágico da foto perfeita acontece quando se aproveita bem o poder de antecipação, escolhendo a melhor posição, a luz dramática, o ângulo certo e o ambiente natural onde o puma está à vontade”, afirma Luciano. “Parte do fascínio de clicar este predador está no fato de ele ser muito ágil. Não basta ao fotógrafo ter paciência para aguardar o instante correto, é preciso estar pronto para reagir rapidamente caso o grande momento aconteça de uma forma diferente daquela que foi idealizada”, diz.

Com a experiência de quem já morou um tempo na região, em um veleiro, e conhece bem o extremo sul gelado do planeta, Luciano explica que o puma, também chamado de onça parda, espalha-se por toda a América, das Montanhas Rochosas à Terra do Fogo. “A vantagem dessa caçada fotográfica acontecer no parque Torres del Paine é a beleza do lugar. Mesmo quando a onça não estiver por perto, estaremos cercados por uma natureza inacreditável. A lista de espécies animais inclui ainda ñandus (aves parecidas com as emas), carcarás de crista, falcões carancho, gansos cauquén, cisnes, flamingos, gambás nariz de porco e até os huemuls, ameaçados de extinção.

O fim do dia, quase anoitecendo, também é propício para encontros com os pumas. Cristiano Xavier conseguiu, em um instante desses, filmar o felino caminhando de forma vagarosa e elegante em sua direção. “Deu até frio na barriga de tanta emoção. Mas a cena mais marcante da primeira expedição exploratória, no entanto, foi outra: um puma se esgueirou por entre a vegetação rasteira e partiu explosivamente em direção a uma lebre, que fugiu em disparada como um raio. Foram menos de 5 segundos do ataque mais magnífico que meus olhos já viram”, conta. “O jantar do felino estava garantido – assim como uma outra seleção de fotos especiais do fascinante puma da Patagônia.”

Cristiano Xavier

 

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CONFIRA OS VALORES E CONDIÇÕES

Luciano Candisani

National Geographic

Se você aprecia a natureza e suas histórias, certamente será impactado por alguma foto produzida pelo olhar de Luciano Candisani. Uma de suas principais características do trabalho deste renomado fotógrafo, além de apurado rigor estético, é criar narrativas visuais e, com isso, oferecer uma importante informação documental a quem observa suas imagens.

Esse seu estilo, entre outras qualidades, como a determinação em busca da imagem ideal, rendeu alguns dos principais prêmios da fotografia no exterior e no Brasil, como o Wildlife Photographer of the Year, o Big Picture, o Prêmio Abril de Jornalismo, conquistado cinco vezes e, o prêmio de melhor fotógrafo de viagem pela revista Viagem e Turismo, este último concedido em 2017.

Além das premiações, várias de suas fotos retratando a biodiversidade foram publicadas nas páginas da conceituada revista National Geographic, tanto na edição brasileira como na americana, e entre outras versões pelo mundo afora. Algumas delas, inclusive, tornaram-se capas dessas publicações, alcançando grande prestígio internacional.

Candisani começou sua carreira fotografando expedições científicas no Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo – USP, onde cursou biologia. Sua primeira grande oportunidade profissional surgiu em 1996, quando foi convidado a integrar uma expedição de três meses para as ilhas Shetlands do Sul, na Antártica, com o objetivo de documentar a vida marinha sob o gelo. Logo após seu regresso a São Paulo publicou a sua primeira foto, a bela imagem de uma estrela marinha, registrada a 30 metros de profundidade, nas geladas águas da baía do Almirantado, próximo ao rochedo Napier, na Antártica, na capa da revista Globo Ciência (atualmente conhecida como Galileu).

Desde então, Candisani percorreu alguns dos lugares mais remotos do mundo com o objetivo de registrar imagens relacionadas à biodiversidade, à conservação ambiental e às populações tradicionais. Em 1998, passou sete meses a bordo do veleiro Aysoo em expedição à Patagônia e à Terra do Fogo. No Brasil, fotografou no Amazonas, nos Lençóis Maranhenses, no Atol das Rocas, em Fernando de Noronha, no Pantanal, entre tantas outras localidades. Também já esteve em diversos países da África e da Ásia sempre com o objetivo de criar impactantes narrativas visuais que, além da National Geographic, foram veiculadas em várias outras publicações, como Terra (já extinta), Superinteressante, Época, Veja, The Guardian, Geo, BBC Wildlife, entre outras.

O fotógrafo acredita que as imagens que faz pode ser uma importante ferramenta para despertar entre as pessoas a importância para a conservação de espécies e ambientes ameaçados e, em 2007, a relevância de seu trabalho para a fotografia e a conservação ambiental foi reconhecida com sua nomeação como membro da Internacional League of Conservation Photographers (ILCP), entidade que reúne alguns dos principais fotógrafos de natureza do mundo.

Candisani participou de inúmeras exposições individuais e coletivas em diversos países, foi ainda jurado em duas edições do prestigioso World Press Photo, em Amsterdã – o principal prêmio da fotografia do mundo – e também publicou alguns livros. Um deles, Pantanal, na Linha-d´Água, sob o selo da National Geographic, resultado de dois anos de viagens ao Pantanal, sendo que uma das imagens desse trabalho recebeu o primeiro prêmio em uma das categorias do conceituado Wildlife Photographer of the Year de 2012. E não para por aí, ele também pertence ao seleto coletivo “the photo society”, que reúne exclusivamente os fotógrafos da edição americana da National Geographic e, em março de 2018, estreará um filme sobre seu trabalho no National Geographic Chanel.

Todo esse conhecimento e experiência ele compartilha nas expedições fotográficas que lidera pela OneLapse, atuando como um catalisador e auxiliando os participantes a encontrarem seus próprios caminhos e a refletirem sobre os tipos de imagens que os emocionam e o que desejam registrar. Para isso, segundo o experiente fotógrafo, é importante que cada viajante leve um bom conhecimento do tema que será explorado na viagem, pois esse conhecimento será essencial para aguçar o entusiasmo e a motivação durante as expedições.

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DIA A DIA

LEGENDA

  Café da manhã incluído
  Almoço incluído
  Jantar incluído

DIA 1 | EL CALAFATE

Chegada ao aeroporto de El Calafate. Recepção e traslado ao hotel para check-in. No final do dia, nos reuniremos no lobby do hotel junto aos fotógrafos Luciano Candisani e Cristiano Xavier, para um briefing completo sobre o dia a dia da expedição. Noite livre com sugestão de jantar em um dos ótimos restaurantes da cidade. Pernoite.

DIA 2 | EL CALAFATE – CERRO CASTILLO

Pela manhã, seguiremos de carro por cerca de 4 horas até a pequena cidade de Cerro Castillo, do lado chileno da fronteira com a Argentina e próxima da entrada do parque Torres del Paine. Esta será a nossa base pelos próximos dias em busca dos melhores registros de vida selvagem e paisagens da região. Restante do dia livre para os últimos preparativos. Pernoite.

DIAS 3 a 7 | CERRO CASTILLO – TORRES DEL PAINE

Dias dedicados a busca pelos Pumas e toda a rica vida selvagem da Patagônia. Acordaremos sempre bem cedo, antes do nascer do sol. Como estaremos quase no inverno, o sol nasce tarde, nos proporcionando mais tempo de sono.

Enquanto tomamos o café da manhã, nossos guias naturalistas já estarão em campo com o objetivo de localizar os animais. Na sequência, partiremos ao encontro deles, aproveitando o período de maior atividade dos felinos, que é logo no início do dia. Os fotógrafos, junto com os guias locais, tomarão as decisões sobre explorar e fotografar o restante da vida selvagem ou as paisagens do parque nacional, sempre de acordo com as oportunidades proporcionadas pelo clima, pois nesta região da Patagônia as mudanças meteorológicas são repentinas.

Buscaremos os melhores pontos e oportunidades de aproximação, para que seja possível o registro dos animais dentro do incrível cenário de Torres del Paine, bem como as áreas particulares adjacentes. A luz nesta época do ano é baixa e muito bonita durante todo o dia, o que usualmente nos proporciona uma grande vantagem para a produção de excelentes imagens. Há também a chance de neve, oferecendo mais um componente ideal para a nossa fotografia.

Com a aproximação do por do sol, a atividade dos Pumas se intensifica novamente. Assim, concentraremos nossa atenção novamente nestes belos animais até a última luz, quando retornaremos ao hotel para descanso. Em alguns momentos, os fotógrafos ficarão a disposição para comentar o material produzido até então, com dicas importantes para o melhor aproveitamento na viagem.

DIA 8 | CARRO CASTILLO – EL CALAFATE

Após o café da manhã, pegaremos estrada de volta a cidade de El Calafate, na Argentina. Chegada, check-in e restante do dia livre para atividades individuais .

DIA 9 | EL CALAFATE – EMBARQUE

Dia livre. De acordo com o horário do voo, traslado ao aeroporto de El Calafate, de onde nos despediremos com boas lembranças da rica fauna e das belíssimas paisagens da Patagônia !

FIM DOS SERVIÇOS

GALERIA DE FOTOS

Fotos: © Cristiano Xavier. Todos os Direitos Reservados.

MAIS INFORMAÇÕES

   HOSPEDAGEM

EL CALAFATE: Hotel Patagonia Queen
CERRO CASTILLO: Hotel El Ovejero

INCLUI

  • 8 noites de hospedagem com café da manhã;
  • Traslados de chegada e saída privativos ao grupo nos horários de voos sugeridos na confirmação da saída;
  • Transporte e saídas privativas ao grupo para todas as locações mencionadas no roteiro;
  • Entradas para todas as locações selecionadas;
  • Acompanhamento dos fotógrafos Luciano Candisani e Cristiano Xavier durante todas as saídas, com instruções na parte fotográfica;
  • Acompanhamento de guia naturalista local durante as saídas em busca dos pumas;
  • Entrada para o Parque Nacional Torres del Paine;
  • Seguro viagem April – Plano Europa Max.

NÃO INCLUI

  • Passagens aéreas e taxas de embarque;
  • Traslados de chegada e saída fora dos horários selecionados ao grupo;
  • Early check-in e Late check-out;
  • Equipamento de fotografia;
  • Bebidas e refeições não mencionadas no roteiro;
  • Despesas pessoais e gorjetas.

OBSERVAÇÕES PARA A VIAGEM

  • Esta viagem é destinada a todos os entusiastas da fotografia, de iniciantes a profissionais, não havendo pré-requisito para inscrição, como nível de conhecimento ou equipamento fotográfico. As orientações dos fotógrafos serão feitas de acordo com o objetivo de cada participante;
  • Os preços estão em dólares americanos (US$) e por pessoa. A conversão para o Real levará em consideração o câmbio turismo no dia do pagamento, conforme cotação do Valor Econômico;
  • A ordem do roteiro pode ser alterada após o início da viagem, devido às condições climáticas e/ou caso os fotógrafos responsáveis considerem necessário.

 EQUIPAMENTOS RECOMENDADOS

  • Câmera fotográfica
  • Cartões de memória
  • Lentes de 17mm a 400mm
  • Tripé
  • Cabo disparador

* Em caso de dúvidas, clique aqui e veja nosso FAQ.

QUER SE INSCREVER OU TEM DÚVIDAS?

PARTE TERRESTRE – VALORES POR PESSOA

POR PESSOA EM ACOMODAÇÃO DUPLA:

US$ 4.490,00*

SUPLEMENTO VOLUNTÁRIO PARA QUARTO INDIVIDUAL: US$ 700,00

DESCONTO AOS 4 PRIMEIROS INSCRITOS: R$ 700,00

DEPÓSITO NO MOMENTO DA INSCRIÇÃO: R$ 2.500,00**

FORMAS DE PAGAMENTO:
  • À vista em depósito/boleto com 5% de desconto
  • 30% de entrada + Saldo em até 4x sem juros no cartão de crédito Visa/Master

 

* Caso o grupo seja fechado e não haja um participante para dividir o quarto duplo, deverá ser pago um suplemento involuntário no valor de US$350,00. Este valor deverá ser pago a vista 72h antes do início dos serviços.

** Esta viagem exige um número mínimo de 7 participantes para que o grupo seja confirmado. No momento da inscrição, deverá ser pago um sinal como garantia de inscrição no valor de R$2.500,00 por pessoa, sendo que este sinal não é reembolsável em caso de desistência da viagem e não pode ser utilizado como crédito para outro destino. A confirmação ou não da saída será feita no dia 31/03/2018 ou antes, caso já tenhamos atingido o número mínimo de participantes. Confirmando o grupo, o valor será abatido da entrada e caso o mesmo não seja confirmado, o valor será integralmente devolvido.

Voos Internacionais

Embarque no dia 21 de maio com destino a El Calafate e conexão em Buenos Aires. Embarque de retorno ao Brasil a partir de El Calafate no dia 29 de maio. Consulte-nos para cotação e reserva das passagens aéreas.