Mistério e fascínio em uma rica jornada fotográfica pela antiga Birmânia

“Essa viagem reúne diversos fatores para que se torne inesquecível e espetacular. Um deles é o fato de que Myanmar, a antiga Birmânia, é um tesouro do Oriente ainda pouco explorado, principalmente quando o compararmos aos seus países vizinhos. Isso por que, durante muito tempo, Myanmar esteve fechado ao resto do mundo devido a um regime militar ditatorial que dificultava o acesso ao país. Ainda bem que essa situação começou a mudar a partir de 2010. E, passados oito anos, atualmente, Myanmar é uma joia, um lugar único que ainda guarda certa inocência, reservando excelentes oportunidades para ricas experiências fotográficas.

Cenários para isso não faltam, pois a viagem contempla visitas a vários locais, como pagodas, monastérios, mercados, vilarejos e até a bordo de um balão, sobrevoando milhares de templos em uma linda paisagem. Um dos segredos para aproveitarmos ao máximo essa viagem é exercitarmos a nossa atitude como documentaristas, interagindo com as pessoas e dispostos a insistir na busca pela boa fotografia. Não devemos deixar que a barreira da língua ou nossa timidez nos limite nesse sentido, pois a recompensa é única. Em Myanmar, o budismo é muito forte e está sempre presente, o que cria efeitos cênicos interessantes de serem vistos e registrados. Ajuda ainda o fato de os birmaneses serem normalmente solícitos e disponíveis para as fotos. Isso, no entanto, deve ser feito com total respeito, procurando realçar a cultura e a religiosidade local.

Em Yangon, há ótimas possibilidades para conseguirmos boas fotos de rua, pois poderemos explorar fotograficamente vielas e mercados, observando com atenção o trabalho realizado ali por costureiros e vendedores de peixes, por exemplo. Lá também terá uma ótima oportunidade para as fotos noturnas. Em uma cidade em que a presença da religião é marcante, a visita ao Shwedagon Pagoda torna-se também algo mágico, inesquecível. Abaixo da enorme estupa dourada, com quase 100 m de altura e repleta de placas de ouro, reina um ambiente de silêncio contemplativo e respeitoso, que nos permitirá trabalhar em condições de baixa luz, explorando as mínimas nuances de cores e contrastes deste lugar sagrado.

Depois dessa experiência quase mística no Shwedagon Pagoda, teremos a opção de subir aos céus, literalmente, a bordo de um balão. Imagina-se no topo da Ásia, sob um céu de azul ímpar, algumas dezenas de metros acima de um dos sítios arqueológicos mais rico do mundo, reconhecido como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO por abrigar milhares de pagodas, templos e monastérios. A emoção e o espetáculo lá de cima são imemoráveis. Essa visão privilegiada de Bagan, uma cidade surpreendente e encantadora, ao cair do sol, com certeza jamais sairá da memória de quem topar essa aventura.

Uma das principais características desta expedição a Myanmar é a diversidade de oportunidades fotográficas que surgem a cada momento. Depois de Bagan, vamos desvendar o Lago Inle, um dos pontos altos desta expedição, por se tratar de um belíssimo espelho d’água em meio a uma não menos imponente região montanhosa. A bordo de pequenas e rústicas canoas e nos momentos ideais de luz, será surpreendente observar como alguns pescadores da região mantêm viva a tradição de remar com uma das pernas para liberar as mãos para o manuseio das redes e cestas de pesca. Aqui, vamos documentar uma parte do país que parece ter parado no tempo.

Nossa última parada será em Mandalay, antiga capital do país. Aqui, buscaremos algumas oportunidades longe da rota do turismo convencional, que poderá ser uma escola de monges ou uma procissão ao amanhecer, por exemplo. Ainda visitaremos, entre outras pagodas e monastérios, a antiga ponte U-Bein, com seus 1.200 metros de extensão, toda feita em madeira, que, sob o pôr do sol possibilita fotos incríveis.

Serão dias intensos, nos quais cada instante pode reservar uma surpresa ao nosso olhar. Por isso, é preciso estar atento a tudo. Para quem gosta de exercitar a fotografia documental, com certeza, é um dos países mais ricos e interessantes do mundo. É também uma excelente oportunidade a quem tem como objetivo vivenciar uma experiência única de viagem. Portanto, fica o meu convite a todos os entusiastas da fotografia para que possamos explorar um dos mais incríveis destinos asiáticos.”

Érico Hiller

 

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Érico Hiller

National Geographic

Érico Hiller nasceu em Belo Horizonte (MG), mas adotou São Paulo como cidade para residir. Seu interesse pela fotografia despertou quando ele tinha entre 18 e 19 anos de idade, mas foi durante a Faculdade de Comunicação que realmente houve sua conexão com a fotografia de uma maneira mais intensa e definitiva.

Algum tempo depois, já com 26 anos de idade, decidiu trocar o emprego para se dedicar totalmente ao mundo da fotografia, já que tinha certeza de que gostaria de trilhar o caminho dos projetos documentais e publicar livros, nos quais pudesse contar suas histórias visuais. De certa forma, ele já praticava o chamado storytelling antes mesmo de existir essa denominação. Para Érico, aliás, não há meio melhor para se apreciar fotografias do que o livro, onde o próprio fotógrafo pode dispor as imagens da forma mais apropriada e adequada, considerando uma leitura mais lenta e uma apreensão mais calma por parte do leitor. Para ele, a fotografia impressa tem outro sabor.

Com o tempo, passou a viajar pelo Brasil e pelo mundo e desenvolveu seu olhar para fazer registros documentais cada vez mais precisos e sensíveis, em especial relacionados à temática ambiental e humanitária. Em 2008, realizou um longo ensaio documental sobre as tensões sociais em grandes cidades da Argentina, do Brasil, da China, Índia, México e Rússia. Entre 2011 e 2012 esteve no Ártico, na Tanzânia, na Etiópia, nas Maldivas e na Mata Atlântica retratando regiões ameaçadas. Essas expedições pelo mundo – Érico já esteve em mais de 50 países — propiciaram a publicação de três livros: Emergentes (2008), Ameaçados (2012) e A Jornada do Rinoceronte (2016). Neste mesmo ano, algumas de suas fotos compuseram a exposição Diários de Viagem, na Leica Gallery, em São Paulo. No Brasil, suas fotos já foram veiculadas nas revistas National Geographic, Marie Claire e Rolling Stone, entre outras publicações.

Pela OneLapse, guiando grupos de entusiastas da fotografia, ele esteve na Índia (durante o Festival da Cores), em Myanmar, duas vezes na Indochina (Vietnã e Laos) e na Etiópia. Para o Érico não há muito segredo para se conseguir excelentes imagens. Primeiro, é preciso ter muita motivação e realmente entender o lugar que se visita. Depois, é necessário ter sensibilidade e uma certa doçura para se relacionar com as pessoas. Outro fator importante é se desvencilhar de qualquer pré-julgamento e fotografar com o espírito elevado e bondade. Em suas expedições fotográficas busca inspirar os participantes e ao mesmo tempo deixá-los aptos para lidar com os dilemas e as dificuldades existentes na fotografia documental, principalmente estando nas ruas em destinos não convencionais, dando um suporte logístico e técnico para que cada participante se sinta habilitado para contar uma história em uma sequencia de fotos. Esse é o seu desafio.

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DIA A DIA

LEGENDA

  Café da manhã incluído
  Almoço incluído
  Jantar incluído

DIA 1 | YANGON

Chegada ao aeroporto internacional de Yangon. Recepção e traslado ao hotel para check-in. Yangon é a principal porta de entrada de Myanmar. Apesar de a população girar em torno de 5 milhões de habitantes, sendo a maior cidade do país, o seu mais importante centro comercial passa uma impressão diferente de outras grandes cidades da Ásia, pois possui um ar mais provençal. À noite, nos reuniremos com o fotógrafo Érico Hiller para um briefing detalhado da viagem.

DIA 2 | YANGON

Durante o dia vamos explorar algumas oportunidades de fotografia de rua. Passaremos por avenidas e vielas procurando registrar o estilo de vida local da caótica e vibrante Yangon, exercitando algumas características importantes para a fotografia documental. No fim da tarde, visitaremos a Shwedagon Pagoda, sem dúvida um dos templos mais impressionantes do sudeste asiático. Segundo a lenda, esta seria a pagoda mais antiga do mundo, pois existiria há 2600 anos. Aqui, além da gigantesca estupa dourada, com quase 100 metros de altura e coberta por placas de ouro, teremos a oportunidade de registrar os birmaneses meditando, orando e fazendo oferendas num silêncio contemplativo.

DIA 3 | YANGON – BAGAN

Após o café da manhã, check-out e traslado ao aeroporto para embarque com destino a Bagan. Conhecida como a cidade das 4 milhões de pagodas, Bagan é um dos sítios arqueológicos mais ricos da Ásia, com enorme variedade de pagodas, templos e monastérios construídos durante a dinastia Pagan. Um local surpreendente e encantador, com suas tradições ainda preservadas e sua atmosfera rural. Visitaremos principalmente as estupas douradas de Swezigon, templos antigos como o de Htilominlo, Ananda, Dhamayangyi e Sulamani, entre outros. No final da tarde, subiremos em um dos maiores templos da cidade para fotografarmos o famoso pôr do sol da região.

DIA 04 | BAGAN

Pela manhã, cruzaremos de barco o rio Irrawaddy para explorarmos uma zona rural nos arredores de Bagan. Nosso objetivo é visitar uma área fora da rota turística convencional documentando o cotidiano dos seus moradores. Caminharemos por entre as casas até chegarmos em um pequeno monastério, ao fundo do vilarejo, aonde tentaremos fotografar os jovens monges que ali vivem. Tarde livre com sobrevoo opcional de balão (US$310,00 por pessoa – sujeito a disponibilidade e condições climáticas favoráveis) ao pôr do sol, aproveitando a linda vista aérea de Bagan, possivelmente sobre os seus inúmeros templos.

DIA 05 | BAGAN – HEHO – LAGO INLE

Logo cedo, traslado ao aeroporto para embarque com destino a Heho. Chegada e traslado até a região do Lago Inle. Este vasto e pitoresco lago é famoso pelos Inthas (habitantes nativos da região), que desenvolveram uma técnica única de remar com os pés, lembrando um tipo de balé. Se não houver atrasos, devemos chegar a tempo de uma primeira saída fotográfica para registrarmos os pescadores sob a luz do fim da tarde. Uma excelente oportunidade para um reconhecimento das condições e um primeiro contato com os nativos.

DIA 06 | LAGO INLE

Hoje bem cedo, vamos retornar ao lago para mais uma sessão de fotos, dessa vez na primeira luz do dia. Vamos explorar os movimentos dos pescadores, os reflexos na água do lago e demais detalhes, de acordo com a preferência de cada um. De barco vamos também passar pelos vilarejos no entorno do lago com as suas casas de palafita e em mais uma boa oportunidade para a fotografia. À tarde visitaremos um tradicional mercado da região e, com sorte, poderemos conhecer e fotografar as mulheres girafas pertencentes a uma pequena etnia local.

DIA 07 | LAGO INLE

Após o café da manhã, iremos de barco em uma viagem de duas a três horas através de belíssimos cenários até a parte sul do Lago Inle, onde o tempo parou e a população étnica de Pa-O, Inthar, Shan e Padaung permaneceram relativamente intocadas pela civilização moderna. Iremos caminhar por diversas aldeias que produzem artesanatos locais, como cerâmica, utensílios de bambu, cana-de-açúcar, tecelagem, produtos da pesca e muito mais. Em seguida visitaremos as ruínas de SAGAR e THA KONG construídas no século XVII em estilo arquitetônico local. No final do dia regressaremos de barco.

DIA 08 | LAGO INLE

Dia livre para atividades individuais. Quem quiser poderá contratar uma saída extra de barco para mais uma sessão de fotos dos pescadores. Este dia é também uma boa oportunidade de nos reunirmos com o fotógrafo Érico Hiller para avaliação do material produzido até o momento ou simplesmente relaxar aproveitando a estrutura do hotel.

DIA 09 | LAGO INLE – HEHO – MANDALAY

Pela manhã seguiremos até o aeroporto de Heho para embarque com destino a Mandalay, última capital do Império birmanês. Mandalay é a maior cidade depois de Yangon e é também um importante centro comercial como um repositório da cultura anciã. Com resquícios da antiga cidade real e inúmeros monastérios, a região de Mandalay é um mostruário da arte e da arquitetura local do século XIX. É famosa também pelas esculturas em madeira, prataria, tapeçaria, tecidos de seda e outros produtos artesanais. No final da tarde tentaremos visitar um monastério que serve também como escola para jovens monges. Com sorte poderemos presenciar e registrar uma cerimônia local.

DIA 10 | MANDALAY – AMARAPURA – MANDALAY

Pela manhã atravessaremos o Rio Myit Nge para visitarmos as belas ruínas do templo inacabado Mingun Pahtodawgyi, cuja construção data de 1790. O local é famoso pela enorme rachadura provocada por um terremoto e que contribuiu para que este se tornasse um dos principais cartões postais da região. Próximo dali é possível visitar o belo e marcante templo branco de Hsinbyume ou Myatheindan Pagoda. O contraste do branco com a roupa dos monges proporciona belas imagens. No final da tarde seguiremos para a outra antiga capital de Myanmar, Amarapura, para visitar a Ponte U-bein, a maior e mais antiga ponte de madeira (teca) do mundo, com mais de 150 anos e 1,2 km de comprimento. O local rende belas fotos com a luz do pôr do sol.

DIA 11 | MANDALAY – EMBARQUE

Dia livre até o check-out. De acordo com horário do voo, traslado ao aeroporto, de onde nos despediremos com ótimas recordações.

FIM DOS SERVIÇOS

GALERIA DE FOTOS

Fotos: Érico Hiller. Todos os direitos reservados.

MAIS INFORMAÇÕES

   HOSPEDAGEM

YANGON: Chatrium Hotel
BAGAN: Thripyitsaya Sanctuary Resort
INLE LAKE: Novotel Inle Lake
MANDALAY: Thriump Hotel

INCLUI

  • 09 noites de hospedagem com café da manhã
  • Traslados in/out privativos nos horários selecionados para os voos no momento da confirmação da viagem
  • Transporte privativo ao grupo para todas as locações descritas no roteiro
  • Acompanhamento de guia local falando espanhol, além de coordenador operacional da OneLapse falando português durante todo o roteiro
  • Acompanhamento do fotógrafo Érico Hiller em todas as locações e orientações fotográficas conforme objetivo de cada participante
  • Entradas para todos os locais visitados
  • Passagens aéreas internas com taxas de embarque
  • Seguro viagem April – Plano Europa Max

NÃO INCLUI

  • Passagens aéreas internacionais (consulte-nos para cotação e emissão dos voos)
  • Early check-in e Late check-out
  • Equipamento de fotografia
  • Almoço e jantar
  • Visto para entrada em Myanmar (cerca de US$60,00 por pessoa, pago e emitido eletronicamente)
  • Despesas pessoais e gorjetas

OBSERVAÇÕES

  • Esta viagem é destinada a todos os entusiastas da fotografia, de iniciantes a profissionais, não havendo pré-requisito para inscrição, como nível de conhecimento ou equipamento fotográfico. As orientações do fotógrafo serão feitas de acordo com o objetivo de cada participante;
  • Os preços estão em dólares americanos (US$) e por pessoa. A conversão para o Real levará em consideração o câmbio turismo no dia do pagamento, conforme cotação do Valor Econômico;
  • O descritivo do roteiro é uma ideia das atividades que buscaremos fazer durante a expedição e que podem ser alteradas de acordo com as condições climáticas, recomendações do fotógrafo responsável ou motivos de força maior.

EQUIPAMENTOS RECOMENDADOS

  • Câmera fotográfica
  • Cartões de memória
  • Lentes de 17mm a 400mm
  • Tripé
  • Cabo disparador

* Em caso de dúvidas, clique aqui e veja nosso FAQ.

QUER SE INSCREVER OU TEM DÚVIDAS?

PARTE TERRESTRE – VALORES POR PESSOA

POR PESSOA EM ACOMODAÇÃO DUPLA:

US$ 3.990,00*

SUPLEMENTO VOLUNTÁRIO PARA QUARTO INDIVIDUAL US$ 750,00

SINAL EM DEPÓSITO NO MOMENTO DA INSCRIÇÃO: R$ 2.500,00

DESCONTO AOS 6 (SEIS) PRIMEIROS INSCRITOS: R$ 700,00

Forma de Pagamento
  • A vista em depósito com 5% de desconto
  • 30% de entrada + saldo em até 4x sem juros no Visa, MasterCard e Amex

* Caso o grupo seja fechado e não haja um participante para dividir o quarto duplo, deverá ser pago um suplemento involuntário no valor de US$375,00. Este valor será cobrado a vista em até 72h antes do início dos serviços.

** Esta viagem exige um número mínimo de 10 participantes para que o grupo seja confirmado. O sinal não é reembolsável em caso de desistência da viagem e não pode ser transferido para outro destino. A confirmação ou não da saída será feita no dia 31/07/2018 ou antes, caso já tenhamos atingido o número mínimo de participantes. Confirmando o grupo, o valor do sinal será abatido da entrada e caso o mesmo não seja confirmado, o valor será integralmente devolvido.