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EXPEDIÇÃO CANADÁ – AURORA BOREAL

/ EXPEDIÇÃO CANADÁ – AURORA BOREAL

CANADÁ – AURORA BOREAL

VANCOUVER & WHITEHORSE

por Cristiano Xavier

De todas as manifestações da natureza que já presenciei, a aurora boreal está guardada num lugar especial da minha memória. É explicada como um fenômeno óptico composto de um brilho observado nos céus noturnos das regiões polares, em decorrência do impacto de partículas de vento solar com a alta atmosfera e canalizadas pelo campo magnético terrestre. Seu nome foi dado por Galileu Galilei em 1619 em referência à deusa romana do amanhecer, Aurora, e Bóreas, deus grego, representante dos ventos nortes.

A primeira parada de nossa expedição Canadá foi Vancouver, na costa oeste. Cidade cosmopolita, com uma atmosfera jovem e liberal, está localizada entre as montanhas e o mar. Ali ficamos por três dias ensolarados, o que é uma raridade nesta região de grande incidência de chuvas. A mescla do urbano com o natural e a interação dos habitantes foi o tema que nos inspirou a criar a maioria das nossas imagens. No primeiro dia, a arquitetura envidraçada dos bairros costeiros refletindo o crepúsculo foi algo surpreendente. Nos demais dias visitamos o Stanley Park, com lindas vistas para o oceano e visão panorâmica da cidade; o Capilano, com sua ponte suspensa de 140m de comprimento cruzando o Rio Capilano; a Grouse Mountain, de onde contemplamos talvez o mais belo por do sol da viagem; além de um almoço no tradicional mercado de Granville, onde saboreamos um sashimi de salmão Sockeye, completando assim a nossa estada.

Fotos: Cristiano Xavier. Todos os direitos reservados.
No quarto dia da expedição Canadá, partimos para o Território de Yukon, no extremo norte. Após um voo tranquilo sobrevoando as belas paisagens nevadas da região, chegamos a capital Whitehorse. Com apenas 28 mil habitantes, esta cidade nasceu em virtude da corrida do ouro no século XIX e teve seu boom de crescimento quando a Alaska Highway foi criada. Está no Guiness, o livro dos recordes, como a cidade com o ar mais puro do mundo e foi a nossa base para 4 noites de caçada a Aurora Boreal. Nossa estratégia se baseava em acompanhar a previsão climática local, mais precisamente a nebulosidade e também a previsão dos ventos solares. As duas previsões precisavam estar alinhadas para que pudéssemos visualizar o fenômeno.

Logo no primeiro dia, uma massa de ar úmido chegou e fechou o céu com precipitação de neve impossibilitando qualquer chance de visualização. Ainda assim, esta primeira visita foi importante para o reconhecimento do local, imaginando as possibilidades de enquadramento para quando as luzes dessem o ar da graça.

Fotos: Cristiano Xavier. Todos os direitos reservados.
No dia seguinte, acordamos com o nascer do sol as 09:00h. A idéia era aproveitar o dia para conhecer um pouco do terrítório de Yukon e sua vida selvagem. A noite fizemos uma nova investida, desta vez com céu extremamente limpo e temperatura de -15C. A situação climática era perfeita, mas a previsão era de aurora em baixa intensidade. Ainda assim, a noite rendeu boas fotos do céu e alguns timelapses.
Fotos: Cristiano Xavier. Todos os direitos reservados.
Na manhã seguinte, temperatura de -20C e logo cedo fomos para um divertido dogsledding, passeio de trenó puxado por cães sobre um rio congelado e atravessando lindas paisagens nevadas. Já pela noite, escolhemos mais uma diferente locação. A previsão de aurora era boa mas sabíamos que as nuvens entrariam por volta das 23:30h. Dito e feito. Conseguimos alguns cliques e depois o tempo fechou. Faltava o sábado, nossa última noite, e a apreensão aumentava.
Fotos: Cristiano Xavier. Todos os direitos reservados.
Pela manhã, era nítido no semblante de cada um a mistura de sensações. Por um lado um clima de tensão por ser a nossa última chance de observar as luzes. Por outro, a ansiedade e expectativa devido a melhor previsão até o momento,  com aurora em nível 8 numa escala de 0 a 10. Após o café, seguimos pela Alaska Highway quase até a fronteira com o Alaska, passando por paisagens puras e vilarejos isolados, como o de Carcross. Voltamos ao hotel e checamos a previsão climática local, que indicava o mesmo da noite anterior com nuvens entrando por volta de 23:30h. Decidimos então sair o mais cedo possível para aproveitarmos a janela de céu limpo. Nossa locação do dia ficava a meia hora do hotel, o suficiente para nos afastarmos das luzes da cidade. Entramos no furgão e logo nos primeiros quilômetros já fomos presenteados com a tão esperada aurora dançando no céu. Pé no acelerador e todos já montando o equipamento enquanto discutíamos sobre a melhor estratégia para capturar as luzes do norte. Enfim chegamos em meio a um espetáculo incrível, com a aurora boreal dançando freneticamente no céu. Era o extâse, coração a mil. Fotos, fotos e mais fotos até que a previsão se concretizou e as nuvens começaram a fechar o cenário quase a meia noite, mas já o suficiente para deixar todos com a adrenalina em alta e muitas imagens na câmera. Voltamos mais cedo para a cidade e brindamos nossa experiência com uma legítima Yukon Red, a deliciosa cerveja local. Novos amigos, muita história pra contar e na memória mais uma experiência única que jamais esqueceremos. Que venha a próxima expedição Canadá!
Fotos: Cristiano Xavier. Todos os direitos reservados.

BASTIDORES DA EXPEDIÇÃO CANADÁ – AURORA BOREAL

Agradecemos os participantes pela cessão dos direitos de imagem para ilustração do dia-a-dia da expedição.
Fotos: Cristiano Xavier. Todos os direitos reservados.